9º CICO DE GESTÃO & MARKETIN

AMNI 2022 – Associação Médica de Nova Iguaçu

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ATIVIDADE FÍSICA NA GESTAÇÃO: VISÃO DE UMA ESPECIALISTA

Atividade física durante a gestação sempre foi cercada de mitos e preconceitos com o discurso de que “pode prejudicar o bebê”. Ao longo dos anos isto vem sendo desmentido, provado na prática e comprovado pela ciência de que praticar atividade física durante a gravidez traz inúmeros benefícios tanto para a mulher quanto para o bebê.

Os exercícios físicos, que são orientados por profissionais, estão muito ligados à saúde, qualidade de vida e à disposição de qualquer pessoa, e para gestantes não é diferente. Durante a gravidez as mulheres enfrentam uma série de alterações fisiológicas e anatômicas, que podem trazer desconfortos físicos, motores e psicológicos. Com exercícios específicos e orientados, é possível diminuir e ou até evitar alguns distúrbios, permitindo que a gestante tenha uma gravidez tranquila e segura.

Pensando em enriquecer o conteúdo sobre o tema, fui buscar ajuda de uma Profissional de Educação Física especialista em atividade física para gestantes. O nome dela é Nídia Peixoto (NP) CREF 042300-G/RJ, e aqui seguem algumas perguntas que fiz a ela sobre o tema:

Atividade física na gravidez é realmente segura?

NP – Sim! Mas, deve-se seguir uma orientação médica sobre as complicações que poderão surgir durante a gestação e também a de um profissional de educação física habilitado para a elaboração e prescrição dos exercícios físicos, efetuando as adaptações necessárias. Existem alterações fisiológicas naturais do processo gestacional, que deve ser acompanhado, visando manter a segurança da gestante.

Todas as gestantes podem fazer atividade física?

NP – É indicado que a gestante pratique pelo menos 150 minutos de exercícios leves por semana, divididos em três a cinco treinos. Para as que não têm o hábito de se exercitar e estão sedentárias, o início deve ser gradual, com seções de 30 minutos, três vezes na semana, até conseguir evoluir para os 150 minutos semanais. Lembrando: Somente após a aprovação do ginecologista/obstetra.

Uma mulher estava treinando normalmente e percebeu que engravidou, como ela deve proceder?

NP – Geralmente antes de começar qualquer atividade na gravidez, em especial para as mulheres que eram sedentárias, é preciso do aval do obstetra. Entretanto, nestes casos, recomendo sempre a interrupção das atividades, para que sejam feitos todos os exames clínicos a fim de certificar-se como está a saúde da mamãe e do bebê, e assim possam ser realizadas as adaptações necessárias, mantendo a segurança e a saúde destes.

A grávida pode fazer exercício durante todos os meses da gestação?

NP – O principal é que as grávidas se exercitem desde o começo, porque alguns problemas tendem a aparecer apenas após o 7º mês de gestação. Deve-se ter muita atenção durante a gestação, o cuidado deve ser redobrado ao se exercitar. Um dos motivos é que a barriga altera o centro de gravidade do corpo, modificando o equilíbrio. Outro é que a mulher produz um hormônio chamado relaxina, que relaxa as articulações de um modo geral na gravidez. Com isto, há um risco aumentado de torções e luxações, uma vez que as articulações ficam mais enfraquecidas.

Quais os benefícios de se exercitar durante a gravidez?

NP – Em geral, a prática de exercícios durante a gestação é capaz de prevenir o diabetes, a pressão alta, o trabalho de parto prematuro e o crescimento fetal exagerado, melhorando a aptidão física, a saúde do bebê, a circulação sanguínea, a postura e reduzindo as dores.

Quais as atividades recomendadas?

NP – Caminhada, musculação, pilates, natação ou hidroginástica e treino focado no assoalho pélvico podem ser feitos regularmente.

Existem atividades a serem evitadas, ou até mesmo proibidas?

NP – Evitar atividades que possam causar a perda de equilíbrio e consequentemente impactos, como por exemplo: esportes de contato, futebol, basquete, tênis e vôlei, esqui, são alguns destes exemplos.

Se uma gestante quiser os seus serviços, como fazê-lo?

NP – Será um enorme prazer contribuir neste processo tão lindo e transformador na vida de uma mulher. Entre no meu instagram: @nidiacpeixoto. Por lá você me encontra e conhece um pouco mais do meu trabalho. Beijo grande!

PEQUENOS DISTÚRBIOS DA GRAVIDEZ

Grande parte das queixas da gestante deriva das modificações normais do organismo materno durante a gravidez. Estas merecem, na maioria das vezes, mais esclarecimento do que tratamento.

Artralgias:

Relatadas por aproximadamente 70% das gestantes, podendo piorar de intensidade com o decorrer da gestação. Resultam da diminuição da estabilidade articular por relaxamento dos ligamentos decorrentes da embebição gravídica pela ação da progesterona, e da sobrecarga da bacia e dos membros inferiores por aumento de peso e adaptação postural da gestante.

– Fatores de risco para piorar: obesidade; podem ser induzidas ou agravadas por movimentos bruscos, vícios posturais ou permanência em posições que forçam as articulações.

– Conduta: Correção da postura; evitar movimentos bruscos; praticar exercícios físicos e de relaxamento (ex.: hidroginástica, ioga); utilizar travesseiros no dorso ao sentar; evitar uso de salto alto e atividades físicas extenuantes; aplicação de calor local; usar analgésicos simples (paracetamol ou dipirona) por tempo delimitado; massagens especializadas; fisioterapia.

Obs.: em casos de lombalgia de forte intensidade, é imperioso afastar causas orgânicas (hérnia de disco, osteoartrite vertebral, osteoporose e artrite séptica) antes de atribuí-la apenas à gestação. Pode usar analgesia mais intensa (paracetamol com codeína) e anti-inflamatórios (exceto no 3º trimestre).

Câimbras:

Espasmos musculares involuntários e dolorosos que acometem principalmente os músculos da panturrilha. Mais comuns à noite (início do período de repouso) ou pela manhã (início do período de vigília, despertar).

São comuns nos últimos meses e derivam de um estiramento súbito da musculatura das pernas, possivelmente pela baixa do cálcio e elevação do fósforo sérico.

– Conduta: O uso de hidróxido de alumínio para diminuir a absorção intestinal de fósforo e a ingestão de sais de cálcio sem fósforo são medidas úteis no controle dos sintomas. Além disto, a diminuição da ingestão de fósforo pela redução do uso de leite (fosfato de cálcio) e aumento da ingesta de cálcio pela prescrição de carbonato de cálcio podem ser medidas úteis.

Devem-se evitar o alongamento muscular excessivo ao acordar, a posição sentada e ortostatismo por longos períodos. Durante as crises, o calor local, massagens e realização de movimentos de flexão e extensão do pé podem ser úteis.

Cefaléia:

A cefaleia é mais comum no início da gestação e pode estar associada a condições patológicas, como sinusite, erros de refração, enxaquecas e doenças hipertensivas (nos 2º e 3º trimestres). No entanto, a grande maioria dos casos não tem causa e melhora a partir da metade da gestação.

Decorrente da vasodilatação e edema cerebral por ação da progesterona, e da diminuição da força coloidosmótica intravascular pela hemodiluição fisiológica da gravidez. Mais intensa em pacientes com histórico de enxaquecas.

– Fatores de risco: hipoglicemia, calor, fadiga, ansiedade.

– Conduta: Aumentar ingesta hídrica; alimentar-se em períodos regulares e curtos (a cada 3 horas); evitar ambientes fechados, abafados e exposição intensa ao sol/calor; conversar com a gestante sobre tensões,  conflitos e temores; analgésicos (paracetamol, dipirona).

Obs.: medicamentos utilizados para o tratamento da enxaqueca estão contraindicados!

Congestão nasal e Epistaxe:

Resultam da embebição gravídica da mucosa nasal provocada pelos hormônios esteroides (vasodilatação, aumento da vascularização e edema de tecido conjuntivo).

Conduta:

Instilação nasal de soro fisiológico gelado

Leve compressão na base do nariz

Budesonida intranasal

Constipação intestinal:

Distúrbio funcional caracterizado pela dificuldade rotineira na exoneração dos intestinos pelo prolongado intervalo entre as evacuações (> 72h) ou pela consistência aumentada das fezes.

Decorre da atonia intestinal, em consequência da ação inibidora da progesterona sobre a contratilidade da fibra muscular lisa, dificultando a peristalse; e, na gestação avançada, da compressão das vísceras abdominais pelo útero gravídico. O retardo na progressão do bolo alimentar pelos intestinos possibilita a maior reabsorção de líquidos e consequente aumento da consistência das fezes. Pode agravar doença hemorroidária previamente existente.

– Conduta: Deve ser tratada com aumento da ingestão de fibras e água. É possível utilizar dimeticona e supositório de glicerina para o tratamento. Alimentos que formam resíduos (legumes, verduras, frutas cítricas, mamão, ameixa), laxativos à base de óleo mineral ao deitar.

Edema: edema gravitacional

Deriva do aumento da pressão hidrostática no leito venoso por compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico. Cede normalmente à noite, com o decúbito lateral. Não está relacionado com retenção hídrica excessiva e não tem qualquer importância clínica. Não é indicado o tratamento medicamentoso para correção do edema fisiológico da gravidez. A restrição sódica e uso de diuréticos devem ser evitados.

Obs.: Deve-se atentar para a possibilidade do edema patológico, associado à hipertensão, sinal importante de pré-eclâmpsia.

– Conduta: Evitar a posição sentada por longo período e o ortostatismo prolongado. Efetuar repouso periódico em decúbito lateral e/ou com membros inferiores elevados. Uso de meia elástica.

Estrias:

Lesões dermatológicas que aparecem na 2ª metade da gestação, localizadas no abdome inferior, região glútea, coxas e mamas. Surgem como lesões lineares, levemente pruriginosas, avermelhadas e hipertróficas, e evoluem com aspecto hipocrômico e atrófico. Resultam de predisposição genética, além de alterações do colágeno (por aumento da atividade suprarrenal e elevação do cortisol livre) e efeito físico da distensão e rotura do tecido conjuntivo (formação de área cicatricial). São agravadas por situações que provocam hiperdistensão da pele, como macrossomia fetal, gestação múltipla, polidramnia e ganho ponderal excessivo.

– Conduta:

Evitar ganho ponderal súbito e/ou excessivo.

Massagens locais e cremes hidratantes não mostram resultados satisfatórios.

Ácido retinóico (tratamento de escolha de estrias recentes) é formalmente contraindicado na gravidez e na amamentação.

Gengivorragia:

Hemorragia espontânea produzida na gengiva, causada pela congestão da mucosa oral. Pode complicar com hipertrofia gengival e doença periodontal.

– Conduta:

Higienização delicada com escova de cerdas macias. Os bochechos devem ser com solução antisséptica.

Encaminhamento ao odontologista.

Hemorroidas:

São ocasionadas por um aumento da pressão venosa por compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico. O tratamento intervencionista (escleroterapia) é contraindicado durante a gravidez.

– Conduta:

Muitas vezes os sintomas regridem com medidas simples, como uma melhor higiene local, prevenção de esforços excessivos e alimentação adequada rica em fibras para um hábito intestinal saudável. Pomadas à base de anestésicos e corticoides podem ser úteis no alívio da sintomatologia, assim como banhos de vapor.

Náuseas e Vômitos:

São comuns no 1º trimestre, sendo mais observados pela manhã, ao acordar ou após longos períodos de jejum. Pioram com estímulos olfativos ou do paladar. No entanto, em até 5% dos casos, estes episódios podem evoluir para uma forma grave: a hiperêmese gravídica. Nesta situação, a gestante apresenta vômitos incoercíveis e cursa com desidratação, desnutrição e distúrbios hidroeletrolíticos e acidobásicos.

Em casos leves, a hiperêmese pode ser controlada com dieta fracionada (menor quantidade e maior frequência de alimentação) e antieméticos.

Sua gênese está relacionada aos níveis de hormônio gonadotrófico humano, sendo bastante frequente e mais intenso nas situações de níveis elevados deste hormônio, como gestação múltipla e doença trofoblástica gestacional. Isto explica sua importante melhora com o avançar da gravidez, após 12 semanas de gravidez, ápice deste hormônio no sangue materno.

Como medidas dietéticas, podemos citar: preconizar refeições ligeiras e frequentes; incentivar ingestão de alimentos secos e ricos em carboidratos; eliminar frituras e condimentos da dieta, assim como estimular a ingesta hídrica e evitar reposição de ferro no início da gestação. Ingerir alimentos sólidos pela manhã, antes de se levantar, pode trazer algum alívio, assim como evitar ingerir líquidos durante as refeições.

Medidas farmacológicas devem ser preferencialmente utilizadas em monoterapia, sempre na menor dose possível, podendo-se incluir medicamentos anti-histamínicos (buclizina, dimenidrato, difenidramina), anticolinérgicos (escopolamina), antagonistas da dopamina (clorpromazina, prometazina, metoclopramida, droperidol), antagonistas H3 (ondansetrona), corticoterapia (metilprednisolona, hidrocortisona).

Raramente se complica com encefalopatia de Wernicke (deficiência de vitamina B1).

Nas formas mais graves desta desordem está indicada a internação hospitalar.

Pirose:

É um distúrbio muito comum, sendo leve na maioria das vezes. A pirose deve ser tratada com antiácidos. Devem ser recomendadas à gestante refeições pouco volumosas e mais frequentes. O decúbito logo após as refeições não é aconselhado. Evitar café, chá preto, mates, doces, alimentos gordurosos, picantes e irritantes da mucosa gástrica, álcool e fumo. Nas crises, pode ser de algum auxílio a ingestão de pequenas quantidades de líquidos gelados.

– Conduta:

Refeições ligeiras e frequentes

Evitar alimentos gordurosos.

Ingerir líquido gelado durante a crise.

Evitar deitar logo após as refeições.

Manter a cabeceira da cama elevada.

Terapia medicamentosa (caso necessário): Hidróxido de alumínio ou magnésio, após as refeições e ao deitar. Bloqueadores H2 e inibidores da bomba de prótons. Não utilizar bicarbonato de sódio.

Síndrome Dolorosa:

Pode ser abdominal baixa ou lombossacra. A primeira é descrita como sensação de peso no baixo ventre e na prega inguinal, em virtude da pressão do útero grávido nas estruturas pélvicas de sustentação e do relaxamento das articulações da bacia.

A dor lombar, em diferentes graus, acomete a maioria das gestantes. Cerca de 1/3 destas apresenta dor grave, interferindo na vida social e profissional. Tem origem na embebição das articulações sacroilíacas e no espasmo muscular decorrente de alterações posturais (lordose exagerada).

– Conduta:

Correção da postura, uso de cintas apropriadas.

Evitar ortostatismo e posição sentada por períodos prolongados.

Orientar períodos de descanso durante o dia para relaxar a musculatura.

Massagens especializadas, acupuntura e exercícios de relaxamento (ex.: ioga e hidroginástica) são benéficos.

Obs.: nos casos mais resistentes usar analgésicos e anti-inflamatórios (exceto no 3º trimestre).

Tonteiras e Lipotimias:

Podem ser ocasionadas por instabilidade vasomotora, hipoglicemia ou hipotensão supina. No geral, medidas profiláticas e o esclarecimento da gestante são suficientes. Preconizam-se: o fracionamento das refeições, com diminuição dos períodos de jejum; evitar ambientes quentes e pouco arejados, ortostatismo prolongado e o decúbito dorsal; sentar com a cabeça abaixada ou deitar em decúbito lateral, respirando profunda e pausadamente, melhora a sensação de fraqueza e desmaio.

 

Varicosidades:

Decorrem do aumento da pressão venosa, inatividade, diminuição do tono vascular e fraqueza congênita das paredes musculares das veias. São mais comuns nas multíparas e podem acontecer nos membros inferiores, na vulva ou na vagina. Neste último caso, podem romper-se durante o trabalho de parto e causar grandes hemorragias. A escleroterapia, assim como qualquer procedimento cirúrgico ou tratamento medicamentoso, não está indicada até o término da gravidez. Medidas paliativas que devem ser recomendadas à gestante incluem o uso de meias elásticas; evitar manter-se em posição ortostática durante muito tempo e elevação dos pés ao deitar.

Mucorreia/Leucorreia

É comum durante a gestação um aumento da secreção vaginal, que geralmente não está relacionado à condição mórbida específica. Uma maior produção de muco, assim como uma maior descamação epitelial e uma maior transudação, devido à intensa vascularização vaginal, justifica este achado.

No entanto, apesar de fisiologicamente esperado, o obstetra deve ficar atento e avaliar criteriosamente toda gestante com queixa de leucorreia, visto que pode ser também manifestação de candidíase, vaginose bacteriana ou tricomoníase.

A candidíase acomete até 25% das grávidas. Se for sintomática (prurido e desconforto), deve ser tratada preferencialmente com azólicos tópicos por pelo menos sete dias. O tratamento oral é contraindicado. Há infecção recidiva com frequência, mas tende a desaparecer com o fim da gestação.

A vaginose bacteriana é causada pela Gardnerella vaginalis e por anaeróbios. Acomete 10-40% das gestantes e é associada a parto prematuro e amniorrexe prematura. O tratamento é reservado às gestantes sintomáticas, sendo a queixa mais comum o corrimento fétido (odor de peixe). O tratamento de escolha é o metronidazol, sendo que sua apresentação oral deve ser evitada no 1º trimestre. A clindamicina é outra opção, que vem sendo questionada em estudos mais recentes.

O Trichomonas vaginalis pode ser isolado em cerca de 20% das gestantes durante o pré-natal. A infecção sintomática (corrimento fétido e bolhoso acompanhado de irritação e prurido) é bem menos frequente. O tratamento com metronidazol costuma ser eficaz. Também está associada à prematuridade e amniorrexe prematura.

COMO PODEMOS SENTIR A DESINFORMAÇÃO?

É curioso como cada um sente o passar do tempo e como a tecnologia colabora consideravelmente para a aceleração de tudo. Não só o tempo parece acelerado, mas a forma como se recebe e absorve informações também sofreu uma grande transformação. Toda esta aceleração aliada à quantidade e à qualidade das informações acabam compondo o cenário perfeito para algo muito atual que merece um olhar atento: a desinformação.

Segundo Enrique Muriel-Torrado, pesquisador, bibliotecário e professor no Departamento de Ciência da Informação do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na área da Ciência da Informação, a “desinformação é a informação falsa e deliberadamente criada para prejudicar uma pessoa, um grupo social, uma organização ou um país”. A partir desta definição, a reflexão a respeito do que é veiculado como verdadeiro é primordial e a partir deste ponto, no qual a desconfiança vem antes da confiança, saber verificar as fontes de informação passa a ser fundamental para que informações falsas não sejam disseminadas como reais, verdadeiras e seguras. Ainda segundo Enrique Muriel-Torrado, existem mais dois conceitos que se diferenciam da desinformação. São eles: a má informação e a informação incorreta. A má informação é aquela baseada na realidade, mas usada para causar danos a uma pessoa, organização ou país e a informação incorreta é uma informação falsa, porém sem ser criada com a intenção de causar algum dano.

Verificar as fontes de informação não é uma prática simples, muito menos aplicada por todos. Na maioria das vezes, as pessoas acreditam no que ouvem ou no que leem sem questionar. Não há como negar que a desinformação está de braços dados com as Fake News, que são notícias falsas publicadas por veículos de comunicação como se fossem informações reais, e que elas têm o potencial de se espalhar de maneira avassaladora. Tudo isto é bem evidente na realidade das redes sociais e dos aplicativos de mensagens instantâneas como o Facebook, o Instagram e o Whatsapp, por exemplo. Estas redes produzem tanta informação que parecem não ter mais fim. Além disto, têm a capacidade de influenciar de maneira intensa o comportamento dos seus usuários, tanto é que existe a profissão de influenciador digital, já que a atuação destes profissionais se dá no ambiente digital. Como estas redes são alimentadas de informações de forma muito intensa e veloz, aumenta a dificuldade em saber o que é verdade e o que não é. O comportamento de reproduzir algo sem veracidade mostra a ausência de uma análise crítica do que está sendo lido e compartilhado. Fatores que podem ser utilizados para justificar esta realidade são a intensidade do fluxo de informação e a falta de cuidado e atenção à leitura.

Vale também a reflexão a respeito de formas mais sutis de desinformação, porém muito presentes nas vidas das pessoas. Um destes exemplos é quando se busca um filme de forma “aleatória” num streaming como a Netflix. Além de existir um recorte para cada usuário a partir dos filmes, documentários e séries que cada usuário assiste, caso se queira achar algo novo procurando pelas opções que aparecem, parece uma busca sem fim. Os aplicativos de filmes e séries seguem a mesma linha, dificultando a recuperação do que os usuários desejam. O uso da internet, dos sites de busca e das redes sociais é feito de forma individual. No meio digital, existem algoritmos que recuperam a informação e a fazem aparecer para cada usuário de acordo com seus gostos, curtidas e interação. Os streamings de música como o Spotfy e o Deezer também recuperam músicas de acordo com o gosto do usuário. Por exemplo, se uma lista previamente feita pelo usuário termina, o próprio Spotfy ou Deezer continua tocando músicas altamente relacionadas às preferências do usuário.

Mais uma vez a aceleração do tempo e da forma que se vive se traduz em uma produção informacional extremamente intensa. O ambiente digital reflete este fato porque a sua dinâmica é exatamente esta: muito conteúdo, muita interação e, se não houver muito cuidado e um pensamento crítico desenvolvido por parte dos usuários ao produzir, consumir e compartilhar as informações, o resultado é um mar de desinformação, além de um condicionamento e interação de forma automática. A parte ética também deve ser pensada nesta dinâmica de produção, consumo e compartilhamento de informações. Aliás, a ética sempre deve ser lembrada!

A discussão é longa a respeito do uso da informação. Vale sempre lembrar que a falta de atenção e cuidado ao lidar com a informação traz consequências muito sérias, por vezes desastrosas para a realidade fora do universo digital, bem como para a construção da sociedade e do conhecimento.

OCLUSÃO X ALTERAÇÕES POSTURAIS

Pesquisas permitem constatar que alterações na oclusão modificam a postura corporal do indivíduo, assim como o equilíbrio postural.

A relação entre o posicionamento da mandíbula e o maxilar do paciente foi classificada por Angle, com base no posicionamento dos primeiros molares e são classificadas em Oclusão Classe I, Classe II e Classe III.

Ao diagnosticarmos casos de má oclusão, há a obrigação de considerar, em primeiro lugar, a relação mesiodistal dos maxilares e arcos dentários, indicada pela relação dos primeiros molares inferiores com os primeiros molares superiores – as chaves de oclusão; e, em segundo, as posições individuais dos dentes, cuidadosamente anotando suas relações com a linha de oclusão.

CLASSIFICAÇÃO DE ANGLE:

Classe I – arcos dentários em relação mesiodistal normal.

Classe II – arco inferior distal normal em sua relação com o arco superior.

  • Divisão 1– Distal bilateralmente, com incisivos superiores em protrusão. Originariamente, pelo menos, associada à respiração bucal.
  • Subdivisão –distal unilateralmente, com incisivos em protrusão. Originariamente, pelo menos, associada à respiração bucal.
  • Divisão 2 –distal bilateralmente, com incisivos superiores em retrusão. Respiradores normais.
  • Subdivisão –unilateralmente distal, com incisivos superiores em retrusão. Respiradores normais.

A postura e seus efeitos álgicos (dores) ou disfunção postural pode ser medida. O equilíbrio postural é analisado na plataforma estabilométrica, através de estímulos sobre a boca, onde serão observadas alterações sobre os pés. Faça uma avaliação e descubra mais sobre sua postura.

Quando feito o diagnóstico de gestantes de retrognatismo (Classe II) numa ultrassonografia na gravidez, começamos a cuidar para corrigir o posicionamento da mandíbula, nas primeiras mamadas, colocando os bebês para fazerem sua amamentação perpendiculares ao corpo de sua mãe, de frente para os seios. Estimulando que tenham que projetar a mandíbula para frente e para baixo, visando facilitar a sucção do leite materno.

As dificuldades de amamentação nesses casos podem ser decorrentes da dificuldade do bebê abrir a boca suficientemente para abocanhar todo o complexo aréolo-mamilar. O que acarreta dor, fissuras ou dificuldades para ordenhar o leite. Nestes casos, há algumas orientações para auxiliar a mãe:

– Amamentar em posição de cavaleiro (com o bebê sentado entre as pernas da mãe).

– Apoiar o queixo com o indicador e o polegar (posição de Dancer), permitindo a movimentação mandibular.

– Amamentar com a mãe deitada de costas (decúbito dorsal) e o bebê por cima (decúbito ventral), com a cabeça levemente para trás (estendida).

– Realizar compressão na mama para auxiliar o bebê na ordenha do leite.

– Caso o bebê fique irritado, realizar ordenha manual e oferecer o próprio leite no copo, xícara ou colher.

– Utilizar a técnica da translactação, que favorece o fluxo de leite até que o bebê consiga uma pega melhor, realizando relaxamento na musculatura dos lábios, bochechas e promovendo abertura mandibular.

Importante: não utilizar bicos artificiais (chupeta, mamadeira ou intermediário de silicone), pois os movimentos mandibulares não favorecem o crescimento mandibular horizontalmente, além do risco de provocar confusão de bicos e desmame precoce.

Recomendar à mãe que mantenha a aréola sempre macia; se necessário, realizar massagem e ordenha nesta região para favorecer a pega do bebê antes da mamada.

Rua Dr. Thibau nº 80 sala 807 Centro Empresarial Vianense, centro da Cidade de Nova Iguaçu.
Consultas pelo telefone, ligando para: (21) 26672295. (21) 964965303.
Jurandir Lima Filho
– CIR. DENTISTAS REABILITAÇÃO JK –  IMPLANTODONTISTAS ­­­-

COMO O EXERCÍCIO PODE AJUDAR A MANTER NOSSA MEMÓRIA NÍTIDA?

COMO O EXERCÍCIO PODE AJUDAR A MANTER NOSSA MEMÓRIA NÍTIDA?

A IRISINA, um hormônio produzido pelos músculos durante o exercício,  pode entrar no cérebro e melhorar a cognição, sugere um estudo com ratos.

Um novo estudo intrigante mostra como os exercícios podem melhorar a saúde do cérebro. O estudo foi em ratos, mas descobriu que um hormônio produzido pelos músculos durante o exercício pode passar para o cérebro e melhorar a saúde e a função dos neurônios, tornando melhor o pensamento e a memória em animais saudáveis e naqueles com uma versão roedora da doença de Alzheimer.

Pesquisas anteriores mostram que as pessoas produzem o mesmo hormônio durante o exercício e, juntas, as descobertas sugerem que o movimento pode alterar a trajetória da perda de memória no envelhecimento e na demência.

Já temos muitas evidências de que o exercício é bom para o cérebro.

Estudos em pessoas e animais mostram que o exercício estimula a criação de novos neurônios no centro de memória do cérebro e, em seguida, ajuda as novas células a sobreviver, amadurecer e se integrar à rede neural do cérebro, onde podem ajudar no pensamento e na memória.

Estudos epidemiológicos em grande escala também indicam que pessoas ativas tendem a ter muito menos probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer e outras formas de demência do que pessoas que raramente se exercitam.

Mas como o malhar afeta o funcionamento interno de nossos cérebros em um nível molecular? Os cientistas especularam que o exercício pode alterar diretamente o ambiente bioquímico dentro do cérebro, sem envolver os músculos.

Em 2012, alguns desses pesquisadores, liderados por Bruce M. Spiegelman e outros, identificaram um hormônio anteriormente desconhecido produzido nos músculos de roedores de laboratório e nas pessoas durante o exercício e depois liberados na corrente sanguínea.

Eles chamaram o novo hormônio de irisina, em homenagem ao deus mensageiro Iris na mitologia grega.

Tomados como um todo, estes novos experimentos sugerem fortemente que a Irisina é um elemento chave para “vincular o exercício à cognição”.

Também pode algum dia ser desenvolvido como um medicamento.

SAIBA COMO AS EMPRESAS PODEM ECONOMIZAR EM TRIBUTOS COM A UTILIZAÇÃO DA REVISÃO FISCAL

Sua empresa faz a revisão fiscal para economizar nos tributos? Pode parecer estranho, mas muitos negócios, desde os pequenos até os grandes, podem estar pagando mais tributos do que deveriam.

Alguns dos motivos para tal são: a escolha de um regime de tributação que não é o mais adequado, erros no cálculo de tributos – que ocasionam pagamentos mais caros do que o correto – e os atrasos e erros em pagamentos, que podem gerar multas. Por todos estes motivos, fazer a revisão fiscal é crucial. Continue lendo o post e entenda como ela pode ajudar a empresa a economizar.

A revisão fiscal pode ser definida como a análise dos principais processos tributários e fiscais em uma empresa. O objetivo é garantir que sejam adotadas as melhores práticas no cálculo, recolhimento e declaração dos tributos. O grande desafio é que este processo é bem trabalhoso. Não somente a malha tributária brasileira é complexa, mas está sempre mudando. Some-se a isto todo o trabalho que os profissionais têm e dificilmente existe tempo hábil para fazer a revisão. Por conta disto, é possível que sua empresa esteja pagando mais do que o necessário.

Na prática, a revisão fiscal envolve diversos processos:

  • Cálculos tributários
  • Escrituração fiscal
  • Pagamentos de impostos
  • Envio de obrigações acessórias
  • Emissão de notas fiscais

Portanto, todos estes procedimentos são checados em um período de 5 anos, para garantir que as informações passadas estão corretas. Além disto, o processo busca fazer os pagamentos de tributos sem erros, nem para mais, nem para menos. Por fim, também busca detectar créditos fiscais que podem ser aproveitados. Para encontrar estas respostas, é preciso fazer estudos acerca da lei brasileira, destacando todas as mudanças no período e como elas afetam o negócio. É destacado um profissional de contabilidade ou uma equipe de auditoria externa para fazê-lo.

Um dos principais benefícios da revisão fiscal é a recuperação de créditos tributários. Com eles, sua empresa pode solicitar descontos ao fisco nas próximas obrigações. Além disto, ajuda o negócio a entender se está 100% alinhado com as leis vigentes, garantindo economia de dinheiro e poupando muita dor de cabeça. Outro ponto importante é garantir que a empresa não está pagando tributos a mais e que o regime de tributação é o mais adequado. Como as regras e alíquotas mudam frequentemente, este problema é muito comum.

Além disto, pode passar despercebido por muitos anos, se ninguém conferir os números e perceber algo errado. Por fim, a revisão fiscal também pode ajudar sua empresa a ter mais conhecimentos sobre o próprio negócio. Ou seja, você tem um panorama mais completo e preciso de como é feito o pagamento de tributos. Tudo isto ajuda a sua empresa a economizar no curto, médio e longo prazo. Estes recursos podem ser reinvestidos a fim de ajudar o negócio a crescer, prospectar clientes e muito mais.

BRINDES COMO FORMA DE RECONHECIMENTO

Com a aproximação do final do ano, os eventos corporativos se tornam cada vez mais comuns. Neste sentido, uma questão que pode ser bastante explorada pelas empresas é a distribuição de brindes aos seus clientes, fornecedores e colaboradores, sendo que, embora muitos empresários não tenham esta percepção, esta é uma excelente estratégia de marketing.

Às vezes, o investimento pessoal como dar respeito, tempo, consideração é muito mais eficaz do que o valor econômico. O significado do brinde depende de nossas intenções, tratamento e expectativas.

 

Os brindes podem ter várias funções dentro da estratégia promocional de uma empresa, que são:

– Lembrança da marca: Quando os brindes acompanham as pessoas em vários momentos da sua vida profissional. Serve para fidelizar e ajuda a manter o reconhecimento da marca perante seu público-alvo. Por exemplo: uma agenda, uma caneta ou um chaveiro.

– Agradecimento: Quando os brindes sugerem agradecimento por um bom ano de relacionamentos.

– Abertura de negócios: Quando os brindes pretendem facilitar o contato inicial com um cliente ou então manter o relacionamento enquanto se está em negociação.

– Reconhecimento: Quando os brindes são uma forma de reconhecimento da importância do cliente/colaborador para a empresa.

 

E a composição dos brindes dados pela empresa pode ser diferente para cada uma das funções acima, levando-se em consideração: o público-alvo, o posicionamento da marca e os resultados esperados da ação.

O cliente percebe que a empresa se preocupou em investir um pouco mais, para poder de forma carinhosa presenteá-lo. Desta maneira se mostra o quanto a marca possui valor e quanto considera importante a boa relação entre comprador e vendedor, patrão e funcionário.

Mas nesses anos no mercado gráfico, percebemos que muitas empresas direcionam sua estratégia de distribuição de brindes apenas entre os clientes. Afinal, o principal objetivo é atrair novos clientes e fidelizar os já conquistados. Mas, por que não distribuir brindes entre os colaboradores?

Em muitos casos, a chave para obter bons resultados começa dentro da própria empresa. Investir em ações internas é o primeiro passo na construção de colaboradores motivados. É muito importante que os funcionários estejam engajados com os objetivos da empresa. Já que estas são as primeiras pessoas a terem contato com a marca, sendo assim, é essencial que acreditem no produto ou serviço oferecido pela empresa que trabalham.

Dar brindes, especialmente quando são de boa qualidade e personalizados, cria um sentimento de valorização por parte dos colaboradores, além de promover uma sensação de pertencimento e conexão com a equipe.

Estes sentimentos se traduzem na maneira como os funcionários desempenham suas funções e na qualidade do serviço que prestam às partes interessadas, clientes e prospects.

 

Três motivos para oferecer brindes criativos para funcionários:

  1. Aumentar a motivação dos colaboradores 

Os brindes corporativos podem ser usados para premiar o desempenho dos colaboradores.

Esta prática de valorização do trabalho por meio da distribuição de brindes deve ser regular e frequente. Afinal, quem não gosta de ter seu trabalho reconhecido?

Assim, os colaboradores sentirão que os esforços empregados ao longo do mês ou ano são valorizados pela empresa. Isto aumenta a motivação individual e coletiva dos funcionários, resultando em uma performance cada vez melhor.

  1. Transformar os colaboradores em divulgadores

Quando o colaborador recebe um brinde e gosta do item, a tendência é mostrar para sua família, amigos e colegas de trabalho. É neste momento que ele atua como divulgador da marca, levando sutilmente para outras pessoas as qualidades e diferenciais da empresa.

O impacto da divulgação por brindes pode ser grande, pois ele transitará em diversos espaços. Pensando nas redes sociais, os usuários podem, espontaneamente, divulgar os brindes que receberam com sua rede de seguidores. Esta é mais uma chance de fortalecer a imagem da marca e atrair novos clientes.

  1. Marcar momentos importantes

No dia a dia das empresas, ocorrem muitos acontecimentos importantes que acabam não ganhando as devidas celebrações. No final do ano as empresas verificam as metas atingidas e comemoram os objetivos alcançados.

Para marcar os momentos importantes, a distribuição de brindes também é uma boa ferramenta. Aliada à valorização dos colaboradores, os brindes e troféus podem ser distribuídos nas datas comemorativas e nos eventos corporativos das empresas.

A utilização dos brindes não se limita apenas a este tipo de celebração. Eles podem ser usados em ocasiões como aniversário da empresa, em visitas a possíveis clientes ou parceiros, e em lançamento de produtos ou serviços.

Com a distribuição de brindes, diferentes ocasiões e eventos podem ampliar seu significado e importância. E isto contribuiu diretamente para o aumento do desempenho dos colaboradores.

LUTO POR SUICÍDIO: A DOR DE QUEM FICA

A dor da perda de uma pessoa querida é algo imensurável. Entretanto, a dor de quem perde alguém para o suicídio pode se tornar ainda mais dolorosa. O suicídio provoca inúmeros porquês sem respostas, gerando um turbilhão de sentimentos que podem potencializar o sofrimento dos enlutados.

O suicídio causa um grande impacto na sociedade. Cada morte por suicídio afeta diretamente uma média de cinco a dez pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho ou de escola e até mesmo profissionais de saúde. Na prática, isto significa que aproximadamente de 4 a 8 milhões de pessoas são afetadas anualmente por um suicídio.

As pessoas afetadas por uma morte de suicídio são consideradas como “sobreviventes”. Estas pessoas têm maior probabilidade de desenvolver um luto complicado, ou seja, mais difícil de ser enfrentado e elaborado.

Muitas pessoas enlutadas hesitam em falar sobre a perda, vivenciam uma dor pungente, de forma isolada, devido ao acréscimo de sentimentos como a vergonha, a culpa, raiva e o medo.

Dentre os sentimentos de um enlutado por suicídio, a vergonha e a culpa são os que mais prevalecem. Muitas vezes, o sentimento de vergonha é movido pela preocupação com a reação dos outros, já o sentimento de culpa emerge quando o enlutado desenvolve sentimentos de responsabilidade pelo ato cometido.

É importante ressaltar que os enlutados que perderam alguém por causas naturais também tendem a assumir um sentimento de responsabilidade pela morte do ente querido. Em ambas as situações, as pessoas acreditam que poderiam ter evitado a morte de alguma forma.

Cada sujeito encontra uma saída particular para lidar com o sofrimento trazido pela perda. Os enlutados por suicídio, tomados pelos sentimentos de raiva e culpa exacerbada, podem desenvolver condutas autodestrutivas, como forma de punição. Ou, podem também projetar os sentimentos nos outros, numa tentativa de encontrar um significado para uma situação de difícil compreensão.

Muitas vezes, as pessoas religiosas questionam a Deus por deixar a pessoa morrer e com isto tendem a enfraquecer a sua fé. Em alguns casos, quando os sentimentos são reprimidos, podem desenvolver, mais tarde, doenças psicossomáticas ou depressão.

O sofrimento e o estigma associado à perda por suicídio podem perdurar por muitos e muitos anos, até mesmo pelo resto da vida, o que pode ocorrer com qualquer pessoa da família.

A psiquiatra Alexandrina Meleiro (2004) descreve que diante da morte as pessoas enlutadas têm fantasias de que a perda irá afetá-las no futuro. A autora explica que no luto por suicídio esta ideia pode perdurar por mais tempo, pois o sujeito tende a alimentar o sentimento de culpa. Por estas razões, a Organização Mundial da Saúde recomenda às autoridades sanitárias e de assistência social que deem apoio e suporte emocional tanto para as pessoas em risco, quanto para os sobreviventes de suicídio.

A autora salienta que explorar formas de lidar com esta realidade pode minimizar o impacto causado pela perda. Isto significa que a dor de quem fica pode ser elaborada e transformada em novos sentidos, em vida.

Em minha experiência pessoal, como sobrevivente, posso dizer que elaborar a dor da perda por suicídio foi muito difícil, porém transformador. Para seguir em frente precisei reconhecer e cuidar do meu luto. Da dor da perda que marcou a minha família, encontrei um novo sentido para a minha vida. Hoje ofereço uma escuta livre de julgamentos e preconceitos para aqueles que sofrem com a dor da existência.

Diante da especificidade do processo do luto por suicídio, acreditamos que uma estratégia de intervenção indicada é estabelecer encontros de pessoas que sobreviveram ao suicídio de uma pessoa querida. Um espaço de acolhimento, nas comunidades, lugar no qual as pessoas possam falar abertamente sobre seus sentimentos, sem julgamentos. Estabelecer uma comunicação adequada em grupo, é um recurso que pode fornecer às pessoas um sentimento de apoio e pertencimento, por estarem com alguém que realmente as entende, pois estão passando pela mesma experiência.

“Toda dor pode ser suportada se

 sobre ela puder ser contada uma história”.

(Hannah Arendt)

Sugestão de leitura: Suicídio: Estudos Fundamentais

Alexandrina Meleiro Maria Augusta da Silva Meleiro;

Chei Tung Teng; Yuan Pang Wang, 2004.

SUCO VERDE – DETOX

Após alguns finais de semana ou feriados de umas boas comilanças você já pensou em fazer uma dieta detox, certo? Será que ela realmente tem algum benefício a mais?

Constantemente estamos expostos a substâncias tóxicas, como álcool, agrotóxicos, metais pesados, conservantes, fármacos, poluentes… Porém, nosso organismo é tão inteligente que ele sozinho faz esse trabalho e consegue eliminar essas substâncias.

Alguns órgãos fazem parte deste processo “detox” como rins, intestino e pulmão; mas o principal deles é o fígado, basicamente ele transforma os elementos que não são interessantes ao nosso organismo e faz com que eles sejam excretados do nosso corpo, pelos rins, por exemplo.

A dieta detox ficou famosa por se basear no consumo de sucos, sopas, shakes ou alguns alimentos específicos que poderiam auxiliar estes órgãos no processo de destoxificação e também por promover emagrecimento. Isto não é uma mentira, incluir muitas fontes de vegetais e frutas na sua rotina é extremamente benéfico. O que acontece é que você ao consumir estes alimentos em forma de sucos, shakes ou sopas não está tendo nenhum benefício a mais do que se fosse implementá-los na sua rotina de forma tradicional, junto com uma alimentação equilibrada, saudável como um topo. Lembrando que em relação ao emagrecimento qualquer alimentação com diminuição de calorias promove a perda de peso. Para isto não é necessário excluir nenhum grupo alimentar.

Frutas e vegetais possuem vitaminas, minerais e antioxidantes que são essenciais. Se você é uma pessoa com resistência a comer estes alimentos no dia a dia, incluí-los em sucos ou sopas pode ser uma estratégia muito eficaz, pois vai facilitar a ingestão deste grupo alimentar, que precisa estar presente na nossa alimentação.

 

Receita de suco detox:

  • 100 ml de água gelada
  • 01 folha de couve
  • 01 rodela de pepino
  • 01 maçã verde
  • 01 fatia de abacaxi
  • 01 colher de chá de gengibre ralado e 01 colher de sobremesa de chia

 

INIBIDORES DE BOMBA DE PRÓTONS E SEU USO COM ANTICOAGULANTES DE AÇÃO DIRETA

Com o uso maciço dos anticoagulantes de ação direta (AAD) na prática médica (Dabigatrana, Rivaroxabana, Apixabana e Endoxabana ou Edoxabana), observou-se que o uso concomitante dos inibidores de bomba de próton (IBP) reduz o sangramento gastrointestinal alto.

Uma grande metanálise foi realizada em três países (Suécia, Dinamarca e Holanda) com um total de 164.290 pacientes, entre 2011 e 2018. Destes, 806 apresentaram hemorragia digestiva em alguma época do tratamento.

Após ajustes estatísticos, observou-se a redução do risco relativo de 38% nos medicados com IBP, em relação aos que não usaram a medicação.

Do ponto de vista absoluto, o efeito protetor foi mais pronunciado nos pacientes idosos com idade superior a 75 anos e mais ainda nos acima de 85 anos.

O escore HAS-BLED igual ou superior a 3 e uso concomitante de antiplaquetários também aumentou de sobremaneira o risco de sangramento.

Concluindo, o uso concomitante de IBP e AAD foi associado com a redução de sangramento gastrintestinal alto.

Esta estratégia deve ser considerada nos pacientes com fibrilação atrial, pelo longo tempo de tratamento, nos muito idosos, naqueles com HAS-BLED alto e nos que usam antiplaquetários.

Referência:

  1. Komenj et al. Non-vitamin K antagonista oral anticoagulants, próton pump inhibitors and gastrointestinal bleeds. European Heart Journal PMID: 34340993 DOI: 1136/heartjnl-2021-319332

AUTOR: Mauricio de Souza Rocha Junior