FIQUE EM CASA

QUARENTENA / ISOLAMENTO
SOCIAL É RESPONSABILIDADE
DE TODOS

FIQUE EM CASA QUE ELE VAI EMBORA

  • 86% DOS INFECTADOS NÃO SÃO DIAGNOSTICADOS
  • 79% DAS TRANSMISSÕES ACONTECEM A PARTIR DE PESSOAS SEM SINTOMAS DA DOENÇA
  • O CONFINAMENTO FAMILIAR É A MELHOR FORMA DE CONTER O AVANÇO DA COVID-19

Espaço Cultural 2020

Datas:

28/05
25/06 | 30/07 | 27/08
24/09 | 29/10 | 26/11
17/12 (Natalina)

EVENTOS, DESTAQUES E COMUNICADOS

Clube de benefícios AMNI

Tabelas CBHPM (AMB)

PATROCÍNIO

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

OCLUSÃO X ALTERAÇÕES POSTURAIS

Pesquisas permitem constatar que alterações na oclusão modificam a postura corporal do indivíduo, assim como o equilíbrio postural.

A relação entre o posicionamento da mandíbula e o maxilar do paciente foi classificada por Angle, com base no posicionamento dos primeiros molares e são classificadas em Oclusão Classe I, Classe II e Classe III.

Ao diagnosticarmos casos de má oclusão, há a obrigação de considerar, em primeiro lugar, a relação mesiodistal dos maxilares e arcos dentários, indicada pela relação dos primeiros molares inferiores com os primeiros molares superiores – as chaves de oclusão; e, em segundo, as posições individuais dos dentes, cuidadosamente anotando suas relações com a linha de oclusão.

CLASSIFICAÇÃO DE ANGLE:

Classe I – arcos dentários em relação mesiodistal normal.

Classe II – arco inferior distal normal em sua relação com o arco superior.

  • Divisão 1– Distal bilateralmente, com incisivos superiores em protrusão. Originariamente, pelo menos, associada à respiração bucal.
  • Subdivisão –distal unilateralmente, com incisivos em protrusão. Originariamente, pelo menos, associada à respiração bucal.
  • Divisão 2 –distal bilateralmente, com incisivos superiores em retrusão. Respiradores normais.
  • Subdivisão –unilateralmente distal, com incisivos superiores em retrusão. Respiradores normais.

A postura e seus efeitos álgicos (dores) ou disfunção postural pode ser medida. O equilíbrio postural é analisado na plataforma estabilométrica, através de estímulos sobre a boca, onde serão observadas alterações sobre os pés. Faça uma avaliação e descubra mais sobre sua postura.

Quando feito o diagnóstico de gestantes de retrognatismo (Classe II) numa ultrassonografia na gravidez, começamos a cuidar para corrigir o posicionamento da mandíbula, nas primeiras mamadas, colocando os bebês para fazerem sua amamentação perpendiculares ao corpo de sua mãe, de frente para os seios. Estimulando que tenham que projetar a mandíbula para frente e para baixo, visando facilitar a sucção do leite materno.

As dificuldades de amamentação nesses casos podem ser decorrentes da dificuldade do bebê abrir a boca suficientemente para abocanhar todo o complexo aréolo-mamilar. O que acarreta dor, fissuras ou dificuldades para ordenhar o leite. Nestes casos, há algumas orientações para auxiliar a mãe:

– Amamentar em posição de cavaleiro (com o bebê sentado entre as pernas da mãe).

– Apoiar o queixo com o indicador e o polegar (posição de Dancer), permitindo a movimentação mandibular.

– Amamentar com a mãe deitada de costas (decúbito dorsal) e o bebê por cima (decúbito ventral), com a cabeça levemente para trás (estendida).

– Realizar compressão na mama para auxiliar o bebê na ordenha do leite.

– Caso o bebê fique irritado, realizar ordenha manual e oferecer o próprio leite no copo, xícara ou colher.

– Utilizar a técnica da translactação, que favorece o fluxo de leite até que o bebê consiga uma pega melhor, realizando relaxamento na musculatura dos lábios, bochechas e promovendo abertura mandibular.

Importante: não utilizar bicos artificiais (chupeta, mamadeira ou intermediário de silicone), pois os movimentos mandibulares não favorecem o crescimento mandibular horizontalmente, além do risco de provocar confusão de bicos e desmame precoce.

Recomendar à mãe que mantenha a aréola sempre macia; se necessário, realizar massagem e ordenha nesta região para favorecer a pega do bebê antes da mamada.

Rua Dr. Thibau nº 80 sala 807 Centro Empresarial Vianense, centro da Cidade de Nova Iguaçu.
Consultas pelo telefone, ligando para: (21) 26672295. (21) 964965303.
Jurandir Lima Filho
– CIR. DENTISTAS REABILITAÇÃO JK –  IMPLANTODONTISTAS ­­­-

COMO O EXERCÍCIO PODE AJUDAR A MANTER NOSSA MEMÓRIA NÍTIDA?

COMO O EXERCÍCIO PODE AJUDAR A MANTER NOSSA MEMÓRIA NÍTIDA?

A IRISINA, um hormônio produzido pelos músculos durante o exercício,  pode entrar no cérebro e melhorar a cognição, sugere um estudo com ratos.

Um novo estudo intrigante mostra como os exercícios podem melhorar a saúde do cérebro. O estudo foi em ratos, mas descobriu que um hormônio produzido pelos músculos durante o exercício pode passar para o cérebro e melhorar a saúde e a função dos neurônios, tornando melhor o pensamento e a memória em animais saudáveis e naqueles com uma versão roedora da doença de Alzheimer.

Pesquisas anteriores mostram que as pessoas produzem o mesmo hormônio durante o exercício e, juntas, as descobertas sugerem que o movimento pode alterar a trajetória da perda de memória no envelhecimento e na demência.

Já temos muitas evidências de que o exercício é bom para o cérebro.

Estudos em pessoas e animais mostram que o exercício estimula a criação de novos neurônios no centro de memória do cérebro e, em seguida, ajuda as novas células a sobreviver, amadurecer e se integrar à rede neural do cérebro, onde podem ajudar no pensamento e na memória.

Estudos epidemiológicos em grande escala também indicam que pessoas ativas tendem a ter muito menos probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer e outras formas de demência do que pessoas que raramente se exercitam.

Mas como o malhar afeta o funcionamento interno de nossos cérebros em um nível molecular? Os cientistas especularam que o exercício pode alterar diretamente o ambiente bioquímico dentro do cérebro, sem envolver os músculos.

Em 2012, alguns desses pesquisadores, liderados por Bruce M. Spiegelman e outros, identificaram um hormônio anteriormente desconhecido produzido nos músculos de roedores de laboratório e nas pessoas durante o exercício e depois liberados na corrente sanguínea.

Eles chamaram o novo hormônio de irisina, em homenagem ao deus mensageiro Iris na mitologia grega.

Tomados como um todo, estes novos experimentos sugerem fortemente que a Irisina é um elemento chave para “vincular o exercício à cognição”.

Também pode algum dia ser desenvolvido como um medicamento.

SAIBA COMO AS EMPRESAS PODEM ECONOMIZAR EM TRIBUTOS COM A UTILIZAÇÃO DA REVISÃO FISCAL

Sua empresa faz a revisão fiscal para economizar nos tributos? Pode parecer estranho, mas muitos negócios, desde os pequenos até os grandes, podem estar pagando mais tributos do que deveriam.

Alguns dos motivos para tal são: a escolha de um regime de tributação que não é o mais adequado, erros no cálculo de tributos – que ocasionam pagamentos mais caros do que o correto – e os atrasos e erros em pagamentos, que podem gerar multas. Por todos estes motivos, fazer a revisão fiscal é crucial. Continue lendo o post e entenda como ela pode ajudar a empresa a economizar.

A revisão fiscal pode ser definida como a análise dos principais processos tributários e fiscais em uma empresa. O objetivo é garantir que sejam adotadas as melhores práticas no cálculo, recolhimento e declaração dos tributos. O grande desafio é que este processo é bem trabalhoso. Não somente a malha tributária brasileira é complexa, mas está sempre mudando. Some-se a isto todo o trabalho que os profissionais têm e dificilmente existe tempo hábil para fazer a revisão. Por conta disto, é possível que sua empresa esteja pagando mais do que o necessário.

Na prática, a revisão fiscal envolve diversos processos:

  • Cálculos tributários
  • Escrituração fiscal
  • Pagamentos de impostos
  • Envio de obrigações acessórias
  • Emissão de notas fiscais

Portanto, todos estes procedimentos são checados em um período de 5 anos, para garantir que as informações passadas estão corretas. Além disto, o processo busca fazer os pagamentos de tributos sem erros, nem para mais, nem para menos. Por fim, também busca detectar créditos fiscais que podem ser aproveitados. Para encontrar estas respostas, é preciso fazer estudos acerca da lei brasileira, destacando todas as mudanças no período e como elas afetam o negócio. É destacado um profissional de contabilidade ou uma equipe de auditoria externa para fazê-lo.

Um dos principais benefícios da revisão fiscal é a recuperação de créditos tributários. Com eles, sua empresa pode solicitar descontos ao fisco nas próximas obrigações. Além disto, ajuda o negócio a entender se está 100% alinhado com as leis vigentes, garantindo economia de dinheiro e poupando muita dor de cabeça. Outro ponto importante é garantir que a empresa não está pagando tributos a mais e que o regime de tributação é o mais adequado. Como as regras e alíquotas mudam frequentemente, este problema é muito comum.

Além disto, pode passar despercebido por muitos anos, se ninguém conferir os números e perceber algo errado. Por fim, a revisão fiscal também pode ajudar sua empresa a ter mais conhecimentos sobre o próprio negócio. Ou seja, você tem um panorama mais completo e preciso de como é feito o pagamento de tributos. Tudo isto ajuda a sua empresa a economizar no curto, médio e longo prazo. Estes recursos podem ser reinvestidos a fim de ajudar o negócio a crescer, prospectar clientes e muito mais.

BRINDES COMO FORMA DE RECONHECIMENTO

Com a aproximação do final do ano, os eventos corporativos se tornam cada vez mais comuns. Neste sentido, uma questão que pode ser bastante explorada pelas empresas é a distribuição de brindes aos seus clientes, fornecedores e colaboradores, sendo que, embora muitos empresários não tenham esta percepção, esta é uma excelente estratégia de marketing.

Às vezes, o investimento pessoal como dar respeito, tempo, consideração é muito mais eficaz do que o valor econômico. O significado do brinde depende de nossas intenções, tratamento e expectativas.

 

Os brindes podem ter várias funções dentro da estratégia promocional de uma empresa, que são:

– Lembrança da marca: Quando os brindes acompanham as pessoas em vários momentos da sua vida profissional. Serve para fidelizar e ajuda a manter o reconhecimento da marca perante seu público-alvo. Por exemplo: uma agenda, uma caneta ou um chaveiro.

– Agradecimento: Quando os brindes sugerem agradecimento por um bom ano de relacionamentos.

– Abertura de negócios: Quando os brindes pretendem facilitar o contato inicial com um cliente ou então manter o relacionamento enquanto se está em negociação.

– Reconhecimento: Quando os brindes são uma forma de reconhecimento da importância do cliente/colaborador para a empresa.

 

E a composição dos brindes dados pela empresa pode ser diferente para cada uma das funções acima, levando-se em consideração: o público-alvo, o posicionamento da marca e os resultados esperados da ação.

O cliente percebe que a empresa se preocupou em investir um pouco mais, para poder de forma carinhosa presenteá-lo. Desta maneira se mostra o quanto a marca possui valor e quanto considera importante a boa relação entre comprador e vendedor, patrão e funcionário.

Mas nesses anos no mercado gráfico, percebemos que muitas empresas direcionam sua estratégia de distribuição de brindes apenas entre os clientes. Afinal, o principal objetivo é atrair novos clientes e fidelizar os já conquistados. Mas, por que não distribuir brindes entre os colaboradores?

Em muitos casos, a chave para obter bons resultados começa dentro da própria empresa. Investir em ações internas é o primeiro passo na construção de colaboradores motivados. É muito importante que os funcionários estejam engajados com os objetivos da empresa. Já que estas são as primeiras pessoas a terem contato com a marca, sendo assim, é essencial que acreditem no produto ou serviço oferecido pela empresa que trabalham.

Dar brindes, especialmente quando são de boa qualidade e personalizados, cria um sentimento de valorização por parte dos colaboradores, além de promover uma sensação de pertencimento e conexão com a equipe.

Estes sentimentos se traduzem na maneira como os funcionários desempenham suas funções e na qualidade do serviço que prestam às partes interessadas, clientes e prospects.

 

Três motivos para oferecer brindes criativos para funcionários:

  1. Aumentar a motivação dos colaboradores 

Os brindes corporativos podem ser usados para premiar o desempenho dos colaboradores.

Esta prática de valorização do trabalho por meio da distribuição de brindes deve ser regular e frequente. Afinal, quem não gosta de ter seu trabalho reconhecido?

Assim, os colaboradores sentirão que os esforços empregados ao longo do mês ou ano são valorizados pela empresa. Isto aumenta a motivação individual e coletiva dos funcionários, resultando em uma performance cada vez melhor.

  1. Transformar os colaboradores em divulgadores

Quando o colaborador recebe um brinde e gosta do item, a tendência é mostrar para sua família, amigos e colegas de trabalho. É neste momento que ele atua como divulgador da marca, levando sutilmente para outras pessoas as qualidades e diferenciais da empresa.

O impacto da divulgação por brindes pode ser grande, pois ele transitará em diversos espaços. Pensando nas redes sociais, os usuários podem, espontaneamente, divulgar os brindes que receberam com sua rede de seguidores. Esta é mais uma chance de fortalecer a imagem da marca e atrair novos clientes.

  1. Marcar momentos importantes

No dia a dia das empresas, ocorrem muitos acontecimentos importantes que acabam não ganhando as devidas celebrações. No final do ano as empresas verificam as metas atingidas e comemoram os objetivos alcançados.

Para marcar os momentos importantes, a distribuição de brindes também é uma boa ferramenta. Aliada à valorização dos colaboradores, os brindes e troféus podem ser distribuídos nas datas comemorativas e nos eventos corporativos das empresas.

A utilização dos brindes não se limita apenas a este tipo de celebração. Eles podem ser usados em ocasiões como aniversário da empresa, em visitas a possíveis clientes ou parceiros, e em lançamento de produtos ou serviços.

Com a distribuição de brindes, diferentes ocasiões e eventos podem ampliar seu significado e importância. E isto contribuiu diretamente para o aumento do desempenho dos colaboradores.

LUTO POR SUICÍDIO: A DOR DE QUEM FICA

A dor da perda de uma pessoa querida é algo imensurável. Entretanto, a dor de quem perde alguém para o suicídio pode se tornar ainda mais dolorosa. O suicídio provoca inúmeros porquês sem respostas, gerando um turbilhão de sentimentos que podem potencializar o sofrimento dos enlutados.

O suicídio causa um grande impacto na sociedade. Cada morte por suicídio afeta diretamente uma média de cinco a dez pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho ou de escola e até mesmo profissionais de saúde. Na prática, isto significa que aproximadamente de 4 a 8 milhões de pessoas são afetadas anualmente por um suicídio.

As pessoas afetadas por uma morte de suicídio são consideradas como “sobreviventes”. Estas pessoas têm maior probabilidade de desenvolver um luto complicado, ou seja, mais difícil de ser enfrentado e elaborado.

Muitas pessoas enlutadas hesitam em falar sobre a perda, vivenciam uma dor pungente, de forma isolada, devido ao acréscimo de sentimentos como a vergonha, a culpa, raiva e o medo.

Dentre os sentimentos de um enlutado por suicídio, a vergonha e a culpa são os que mais prevalecem. Muitas vezes, o sentimento de vergonha é movido pela preocupação com a reação dos outros, já o sentimento de culpa emerge quando o enlutado desenvolve sentimentos de responsabilidade pelo ato cometido.

É importante ressaltar que os enlutados que perderam alguém por causas naturais também tendem a assumir um sentimento de responsabilidade pela morte do ente querido. Em ambas as situações, as pessoas acreditam que poderiam ter evitado a morte de alguma forma.

Cada sujeito encontra uma saída particular para lidar com o sofrimento trazido pela perda. Os enlutados por suicídio, tomados pelos sentimentos de raiva e culpa exacerbada, podem desenvolver condutas autodestrutivas, como forma de punição. Ou, podem também projetar os sentimentos nos outros, numa tentativa de encontrar um significado para uma situação de difícil compreensão.

Muitas vezes, as pessoas religiosas questionam a Deus por deixar a pessoa morrer e com isto tendem a enfraquecer a sua fé. Em alguns casos, quando os sentimentos são reprimidos, podem desenvolver, mais tarde, doenças psicossomáticas ou depressão.

O sofrimento e o estigma associado à perda por suicídio podem perdurar por muitos e muitos anos, até mesmo pelo resto da vida, o que pode ocorrer com qualquer pessoa da família.

A psiquiatra Alexandrina Meleiro (2004) descreve que diante da morte as pessoas enlutadas têm fantasias de que a perda irá afetá-las no futuro. A autora explica que no luto por suicídio esta ideia pode perdurar por mais tempo, pois o sujeito tende a alimentar o sentimento de culpa. Por estas razões, a Organização Mundial da Saúde recomenda às autoridades sanitárias e de assistência social que deem apoio e suporte emocional tanto para as pessoas em risco, quanto para os sobreviventes de suicídio.

A autora salienta que explorar formas de lidar com esta realidade pode minimizar o impacto causado pela perda. Isto significa que a dor de quem fica pode ser elaborada e transformada em novos sentidos, em vida.

Em minha experiência pessoal, como sobrevivente, posso dizer que elaborar a dor da perda por suicídio foi muito difícil, porém transformador. Para seguir em frente precisei reconhecer e cuidar do meu luto. Da dor da perda que marcou a minha família, encontrei um novo sentido para a minha vida. Hoje ofereço uma escuta livre de julgamentos e preconceitos para aqueles que sofrem com a dor da existência.

Diante da especificidade do processo do luto por suicídio, acreditamos que uma estratégia de intervenção indicada é estabelecer encontros de pessoas que sobreviveram ao suicídio de uma pessoa querida. Um espaço de acolhimento, nas comunidades, lugar no qual as pessoas possam falar abertamente sobre seus sentimentos, sem julgamentos. Estabelecer uma comunicação adequada em grupo, é um recurso que pode fornecer às pessoas um sentimento de apoio e pertencimento, por estarem com alguém que realmente as entende, pois estão passando pela mesma experiência.

“Toda dor pode ser suportada se

 sobre ela puder ser contada uma história”.

(Hannah Arendt)

Sugestão de leitura: Suicídio: Estudos Fundamentais

Alexandrina Meleiro Maria Augusta da Silva Meleiro;

Chei Tung Teng; Yuan Pang Wang, 2004.

SUCO VERDE – DETOX

Após alguns finais de semana ou feriados de umas boas comilanças você já pensou em fazer uma dieta detox, certo? Será que ela realmente tem algum benefício a mais?

Constantemente estamos expostos a substâncias tóxicas, como álcool, agrotóxicos, metais pesados, conservantes, fármacos, poluentes… Porém, nosso organismo é tão inteligente que ele sozinho faz esse trabalho e consegue eliminar essas substâncias.

Alguns órgãos fazem parte deste processo “detox” como rins, intestino e pulmão; mas o principal deles é o fígado, basicamente ele transforma os elementos que não são interessantes ao nosso organismo e faz com que eles sejam excretados do nosso corpo, pelos rins, por exemplo.

A dieta detox ficou famosa por se basear no consumo de sucos, sopas, shakes ou alguns alimentos específicos que poderiam auxiliar estes órgãos no processo de destoxificação e também por promover emagrecimento. Isto não é uma mentira, incluir muitas fontes de vegetais e frutas na sua rotina é extremamente benéfico. O que acontece é que você ao consumir estes alimentos em forma de sucos, shakes ou sopas não está tendo nenhum benefício a mais do que se fosse implementá-los na sua rotina de forma tradicional, junto com uma alimentação equilibrada, saudável como um topo. Lembrando que em relação ao emagrecimento qualquer alimentação com diminuição de calorias promove a perda de peso. Para isto não é necessário excluir nenhum grupo alimentar.

Frutas e vegetais possuem vitaminas, minerais e antioxidantes que são essenciais. Se você é uma pessoa com resistência a comer estes alimentos no dia a dia, incluí-los em sucos ou sopas pode ser uma estratégia muito eficaz, pois vai facilitar a ingestão deste grupo alimentar, que precisa estar presente na nossa alimentação.

 

Receita de suco detox:

  • 100 ml de água gelada
  • 01 folha de couve
  • 01 rodela de pepino
  • 01 maçã verde
  • 01 fatia de abacaxi
  • 01 colher de chá de gengibre ralado e 01 colher de sobremesa de chia

 

INIBIDORES DE BOMBA DE PRÓTONS E SEU USO COM ANTICOAGULANTES DE AÇÃO DIRETA

Com o uso maciço dos anticoagulantes de ação direta (AAD) na prática médica (Dabigatrana, Rivaroxabana, Apixabana e Endoxabana ou Edoxabana), observou-se que o uso concomitante dos inibidores de bomba de próton (IBP) reduz o sangramento gastrointestinal alto.

Uma grande metanálise foi realizada em três países (Suécia, Dinamarca e Holanda) com um total de 164.290 pacientes, entre 2011 e 2018. Destes, 806 apresentaram hemorragia digestiva em alguma época do tratamento.

Após ajustes estatísticos, observou-se a redução do risco relativo de 38% nos medicados com IBP, em relação aos que não usaram a medicação.

Do ponto de vista absoluto, o efeito protetor foi mais pronunciado nos pacientes idosos com idade superior a 75 anos e mais ainda nos acima de 85 anos.

O escore HAS-BLED igual ou superior a 3 e uso concomitante de antiplaquetários também aumentou de sobremaneira o risco de sangramento.

Concluindo, o uso concomitante de IBP e AAD foi associado com a redução de sangramento gastrintestinal alto.

Esta estratégia deve ser considerada nos pacientes com fibrilação atrial, pelo longo tempo de tratamento, nos muito idosos, naqueles com HAS-BLED alto e nos que usam antiplaquetários.

Referência:

  1. Komenj et al. Non-vitamin K antagonista oral anticoagulants, próton pump inhibitors and gastrointestinal bleeds. European Heart Journal PMID: 34340993 DOI: 1136/heartjnl-2021-319332

AUTOR: Mauricio de Souza Rocha Junior

TUMORES FIBROSOS

Fibrossarcoma e fibrohistiocitoma maligno

O fibrossarcoma e o fibrohistiocitoma são tumores malignos, caracterizados pela formação de feixes de fibras de colágeno entrelaçados, ao lado de células fusiformes e com ausência de formação de tecido ósseo ou cartilaginoso. Podem se apresentar como tumores primários ou secundários à doença de Paget, displasia fibrosa, infarto ósseo ou fístulas de osteomielite crônica e ainda como lesões secundárias em ossos previamente irradiados.

Manifestações clínicas

Normalmente ocorrem entre a terceira e a sexta décadas da vida, com predileção pelo fêmur, úmero, tíbia e os ossos da pelve. A clínica é de dor, tumefação, sinais inflamatórios de poucas semanas até muitos meses, podendo haver fratura patológica.

Diagnóstico por imagem

Apresentam-se como área de destruição do osso, rodeada por ampla zona de transição com  aspecto permeativo, levando, provavelmente, a uma esclerose reativa. A reação periosteal não é comum e costuma acometer a extremidade do osso, o que pode levar a uma massa extraóssea. A tomografia computadorizada mostra uma densidade de tecido não mineralizado. Podem se evidenciar áreas hipodensas que representam necrose dentro do tumor. A ressonância magnética é de valor para a determinação intra e extraóssea do tumor, pois exibe uma diferenciação de intensidade nas sequências ponderadas de T1 e T2, em geral heterogêneas, e variáveis conforme o grau de necrose e hemorragia do tumor.

Tratamento e prognóstico

O tratamento do fibrossarcoma e do fibrohistiocitoma maligno é similar ao do osteossarcoma e inclui a quimioterapia pré-operatória, a cirurgia de preservação do membro e a quimioterapia pós-operatória, sendo que os esquemas de tratamento são os mesmos utilizados no osteossarcoma. Da mesma forma que no osteossarcoma, parece haver uma correlação da taxa de sobrevida com o grau de resposta do tumor à quimioterapia. Há estudos que mostram 94% de sobrevida em cinco anos para os bons respondedores à quimioterapia, versus 61% para os maus respondedores, com uma taxa de sobrevida global de 69%. A radioterapia somente deve ser utilizada no tratamento de tumores irressecáveis, tumores ressecados com margens comprometidas e casos de tratamento paliativo.

SETEMBRO TAMBÉM É O MÊS DE CUIDADO COM A SAÚDE DA MULHER

Saiba como prevenir e descobrir de forma precoce o câncer de colo de útero

 

Em setembro, o calendário de área de saúde no Brasil já volta o seu olhar para a cuidado com a mulher, preparando-se para o famoso outubro rosa. Porém, ao longo do mês de setembro, a pauta principal é o câncer de colo de útero, também conhecido como câncer cervical. Este tipo de tumor é muito comum entre as brasileiras, mas é altamente evitável e, com os exames sendo feito no período correto, suas chances de diagnóstico precoce e cura são bem altas.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), só em 2020 foram diagnosticados mais de 16 mil novos casos no Brasil. Retirando o câncer de pele não melanoma, o tumor de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina, atrás apenas do de câncer de mama e de colorretal.

Este tipo de tumor tem como sua causa principal a infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV. A contaminação genital por este vírus é muito frequente e, na grande maioria das vezes, não causa doença. Porém, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para um tumor. Além disto, algumas mulheres que fumam e fizeram uso prolongado da pílula anticoncepcional tem o risco aumentado do desenvolvimento da doença.

A grande forma de prevenir o tumor de colo de útero está diretamente relacionada à diminuição do risco de contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). A transmissão da infecção ocorre por via sexual, presumidamente por meio de abrasões, que são desgastes microscópicos causados por atrito ou fricção, na mucosa ou na pele da região dos órgãos genitais ou do ânus. Consequentemente, o uso de preservativos (camisinha masculina ou feminina) durante a relação sexual com penetração protege parcialmente do contágio pelo HPV. Lembrando que ele também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.

O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Esta vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Por isto, é de extrema importância que seus filhos, de ambos os sexos, ao chegarem na idade adequada, sejam também vacinados contra o HPV.

O câncer de colo de útero, em estágio inicial, não apresenta nenhum tipo de sintoma, por ser uma doença de desenvolvimento lento. A detecção precoce da doença ocorre através do exame Papanicolau, também conhecido como esfregaço cervicovaginal ou colpocitologia oncótica cervical. Ele é um exame simples e rápido onde é coletado tecido da área para análise laboratorial.

A vacinação e a realização do exame preventivo (Papanicolau) se complementam como ações de prevenção deste tipo de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada (a partir dos 25 anos), deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV. Para mulheres com imunossupressão (diminuição de resposta imunológica), vivendo com HIV/Aids, transplantadas e portadoras de cânceres, a vacina é indicada até 45 anos de idade.

É importante destacar que o exame deve ser oferecido às mulheres ou qualquer pessoa com colo do útero, na faixa etária de 25 a 64 anos, e que já tiveram atividade sexual. Isto pode incluir homens trans e pessoas não binárias designadas mulheres ao nascer. Devido à longa evolução da doença, o exame pode ser realizado a cada três anos. Para maior segurança do diagnóstico, os dois primeiros exames devem ser anuais. Se os resultados estiverem normais, sua repetição só será necessária após três anos.

Quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura do câncer cervical são de quase 100%. Ao se confirmar o diagnóstico, o tratamento para cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico. Entre os tratamentos para o câncer do colo do útero estão a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. O tipo de tratamento dependerá da evolução da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade da paciente, quadro de saúde geral e desejo de ter filhos. Caso seja confirmada também a presença de lesão precursora, ela poderá ser tratada a nível ambulatorial, por meio de uma eletrocirurgia.

Apenas quando a doença já se encontra em estágio avançado, ela apresenta sinais. Queixas como sangramento vaginal intermitente, que vai e volta, ou logo após a relação sexual são comuns em casos mais evoluídos da doença. É possível que surjam também secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a questões urinárias ou intestinais. Em caso de qualquer um destes sintomas, é imprescindível a busca por um ginecologista para examinar melhor a situação.

O tumor de colo de útero é um daqueles casos de câncer que tem chance de ser evitado ou descoberto de forma precoce se tivermos cuidado com a nossa saúde e mantivermos os exames de rotina em dia. A preocupação com as doenças que podem se desenvolver no corpo da mulher não deve acontecer apenas em outubro quando falamos de câncer de mama. Mulheres, uma vez ao ano, visitem o seu ginecologista e façam seus exames preventivos. A sua saúde é sempre o item mais importante da sua vida.

UMA OPINIÃO PESSOAL SOBRE NOSSO MERCADO DE TRABALHO

Sou formado numa época em que tínhamos, às vezes, 04 empregos públicos e o consultório. Os hospitais públicos eram de excelente padrão, nos permitindo uma medicina de extrema qualidade, onde, frequentemente, internávamos nossos pacientes particulares. Havia ainda os hospitais privados que eram conveniados com o INPS – INAMPS – SUS, que ofereciam mercado de trabalho complementar. Não havia as operadoras de saúde do tipo medicina de grupo, que oferecessem planos particulares. Os planos coletivos se limitavam às operadoras de autogestão, limitadas às Caixas de Assistência de órgãos públicos, que em sua maioria possuíam serviços próprios. Em alguns bairros mais afastados no interior já existiam as clínicas de associados, geralmente em casas antigas da localidade, que abrangiam a população do entorno, nos atendimentos do dia a dia, evitando o deslocamento para os serviços públicos dos grandes centros.

Vejo um panorama atual muito diferente, ao qual temos a obrigação de nos adaptar, sob risco de não termos mercado para desenvolver a atividade médica.

Os serviços públicos não abrem mais concursos, sendo conduzidos por terceirizações ou contratos temporários. Estatutários com estabilidade, direitos trabalhistas e condições de trabalho … NUNCA MAIS.

As autogestões se posicionaram como meras administradoras financeiras, voltadas para aposentadoria e benefícios, não mais oferecendo serviços médicos próprios e contratando a assistência médica de terceiros.

As Operadoras de Saúde do tipo medicina de grupo tiveram um boom, enquanto o serviço público desidratou, e hoje passam por adequações e legislação específica, ensejando a criação de uma agência reguladora (ANS). O governo, que não oferece assistência médica suficiente, impõe regras àqueles que assistem grande parte da população. Hoje, com uma tendência à verticalização, estão montando seus serviços próprios e, em sua maioria, “contratando” o médico sob forma de PJ.

A saúde complementar, que era praticada por hospitais, clínicas, laboratórios, casas de saúde etc., conveniados ao SUS, sucumbiram aos baixos valores praticados e faliram ou mudaram de nicho no mercado.

E aquelas clínicas de associados da periferia ganharam robustez e novo formato, com suas sedes suntuosas, diversas especialidades e exames mais sofisticados, disfarçadas de clube de benefícios, a fim de navegar abaixo do radar da ANS, com “descontos” nos atendimentos para os clientes do clube (uma forma de coparticipação), e que remuneram o médico em espécie, sem qualquer forma de vínculo, imediatamente ao final do atendimento de cada plantão. Estão se estruturando em redes de filiais e franquias.

Aos colegas, que ainda tentam manter seus consultórios e clínicas, estão tendendo a alugar espaços em espaços coletivos, e quando mantêm suas clínicas praticam a terceirização dos serviços complementares.

Vamos nos adaptar!!!!!