Os tumores ósseos podem ser subdivididos em benignos, malignos e ainda existem as lesões pseudotumorais. Através da história, exame físico e avaliação de imagem podemos ter algumas suspeitas diagnósticas, entretanto, em todos os casos a biópsia antecede o tratamento, pois o estudo histopatológico definirá o tipo de tumor. Os tratamentos são variados dependendo dos seus subtipos.

As lesões pseudotumorais, em sua maioria, não precisam de tratamento cirúrgico, apenas acompanhamento clínico e, em caso de dor, procede-se a sua ressecção. No caso dos cistos, um tratamento muito utilizado é a infiltração percutânea de corticóide com ou sem a calcitonina, o que ajuda no fechamento dessa lesão.

graacAlguns tumores benignos podem ter conduta expectante, ou seja, manter acompanhamento clínico periódico com avaliação do paciente e de seus exames complementares, a fim de verificar se houve crescimento ou não da lesão. Para alguns tumores pequenos indica- se a curetagem da lesão com cimentação ou uso de enxerto de banco de osso ou autólogo, para preenchimento da cavidade curetada. Outros podem ser ressecados cirurgicamente, indicado pela possibilidade de malignização, ou ainda por aumento local e compressão de algumas estruturas nobres, causando dor. Em caso de ressecção e defeito local grande, pode- -se utilizar osso de banco, osso autólogo (fíbula) ou ainda substituição com endopróteses.

Alguns tumores malignos respondem à radioterapia e/ou quimioterapia enquanto outros têm como opção apenas a cirurgia. Após a ressecção do segmento, existem várias possibilidades terapêuticas para o defeito causado, entre elas: cimento ósseo, fíbula do próprio paciente (enxerto autólogo), osso de banco, endoprótese não convencional, ou, ainda, em último caso, para os casos de amputação, uma prótese mecânica.

O tratamento dos tumores ósseos deve ser baseado em uma equipe multidisciplinar para melhor prognóstico ao paciente. indicação terapêutica, contemplando o gradiente de agressividade dos tumores. São classificados como:

BENIGNOS:

Benigno Latente (B1) G-0 T-0 M-0
Benigno Ativo (B2) G-0 T-0 M-0
Benigno Agressivo (B3) G-0 T-1/2 M-0/1

MALIGNOS:

Maligno de Baixo Grau (I)
Intracompartimental (I-A) G-1 T-1 M-0
Extracompartimental (I-B) G-1 T-2 M-0

Maligno de Alto Grau (II)

Intracompatimental (II-A) G-2 T-1 M-0
Extracompartimental (II-B G-2 T-2 M-0

Maligno de Baixo ou Alto Grau com Metástases (III)

Intracompartimental (III-A) G-1/2 T-1 M-1
Extracompartimental (III-B) G-1/2 T-2 M-1

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