O país é um caos só! Operação Lava- -Jato lotando as cadeias, inúmeras mortes e irrecuperável dano ambiental com a ruptura da barragem de Mariana, “epidemia” de microcefalia, Zica etc; sem mencionar os problemas tradicionais, que já não são mais informação, mas apenas confirmação cotidiana de engarrafamentos intermináveis, violência urbana sem controle, policiais marginais, sufoco financeiro etc.

A crise atingiu a prática da medicina em cheio!
Empresas de assistência médica fecharam parcerias com estrangeiros, que não guardam compromisso com o médico brasileiro e apenas visam o resultado financeiro. Tratam os médicos como meros agentes do contrato que vendem e a saúde, como um produto que tem de dar lucro. Assim foi a AMIL para a United Health, a Intermédica para a Bain Capital e Sul América para Healthways.

A rede estadual, já cronicamente sucateada, poderá ser fechada por falta de verbas e de pagamento aos terceirizados. As UPAs municipalizadas passam pelo mesmo arrocho financeiro e não se sustentarão por muito tempo.

As operadoras de saúde não estão suportando o crescente custo com a judicialização da saúde, a extorsão aplicada pela ANS, o uso criminoso de OPME e a incorporação de novas tecnologias cada vez mais caras, comprometendo seu fluxo de caixa. A Unimed Paulistana não aguentou.

Os planos de saúde dos órgãos governamentais também estão sucumbindo. A Geap (600 MIL USUÁRIOS)e Assefaz (9 MIL USUÁRIOS) estão em situação de alerta pela ANS. Já foram cancelados o Fassincra, Sesef, IRB, Correios, Eletrobrás e Cepel.

O momento é de muita resiliência, palavra extraída da engenharia mecânica que atribui uma capacidade de aguentar pressão sem partir, para, após o término da crise, podermos voltar a atuar com tranquilidade. Até quando será a crise? Será que aguentaremos?

jose-roberto