O osteossarcoma é definido como um tumor maligno do osso e apresenta vários subtipos, cada um com uma característica diferente.

É o tumor maligno primário do osso mais comum, mas pode também ser secundário a outros tumores já existentes ou após exposição à radioterapia em doses elevadas. Acomete principalmente ossos longos; a região do joelho (fêmur distal e a tíbia proximal) é o local mais comum, seguida pelo úmero proximal. O pico de incidência da doença é na 2ª década de vida, ou seja, entre 10 e 20 anos. Na idade entre 30-40 anos pode ser secundário a outras doenças ósseas ou à radioterapia. Há um leve predomínio da incidência no sexo masculino.

A causa da doença permanece desconhecida, mas foram relatadas alterações cromossomiais nesses pacientes. Entretanto, a maioria dessas alterações não tem relação com a genética.

São 8 subtipos, que podem ser confirmados após biópsia e patologia. Possuem localizações diversas no osso de acordo com seu subtipo e podem ser de alto ou baixo grau, o que define o tipo de tratamento.

Frequentemente os pacientes associam o início dos sintomas a algum trauma. Mas já foi comprovado que não há relação entre trauma e o tumor. Os sintomas são dor e aumento de volume local ou articular pelo crescimento local do tumor e é frequente a não resolução após o tratamento clínico.

O diagnóstico precoce das neoplasias malignas é fundamental para o controle local e a conduta terapêutica, no sentido de aumentar a taxa de sobrevida dos pacientes. O ideal é que o diagnóstico definitivo ocorra o mais rápido possível, favorecendo o tratamento.

A investigação diagnóstica é realizada por meio de exames radiográficos e laboratoriais. O primeiro a ser solicitado deve ser a radiografia que geralmente apresenta acometimento de todo o osso de forma agressiva. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética são exames complementares que definem a extensão do tumor, auxiliando no planejamento cirúrgico. A fosfatase alcalina deve ser dosada no sangue, pois é um importante marcador nessa doença.

O tratamento do osteossarcoma depende do seu grau. Os de alto grau respondem bem à quimioterapia sistêmica e devem ser ressecados com cirurgia. Os de baixo grau não, apenas a cirurgia de ressecção é necessária. O protocolo de drogas usadas e o tempo de tratamento representam uma conduta multidisciplinar do ortopedista oncológico com o oncologista. Vários estudos randomizados mostraram que a associação da quimioterapia à cirurgia melhorou significativamente os índices de cura.

A cirurgia deve ser conservadora sempre que possível, com ressecção do tumor e substituição por endoprótese não convencional ou transplante com osso de banco. Em casos de tumores muito agressivos, de grande volume e com envolvimento de estruturas nobres, deve ser feita cirurgia de amputação ou desarticulação. Recentemente, observaram-se grandes avanços na qualidade das próteses ortopédicas, representando uma importante contribuição para a qualidade de vida dos pacientes amputados.

O osteossarcoma costuma desenvolver metástases pulmonares e deve ser investigado minuciosamente.

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