O condroblastoma é um tumor ósseo de origem cartilaginosa, benigno, raro, que corresponde a menos de 1% de todos os tumores do osso. Tipicamente acomete crianças nos seus ossos longos, tíbia e fêmur. O pico de incidência ocorre na segunda década de vida, entre os 10 e 20 anos, e sua prevalência é maior no sexo masculino. Os locais mais frequentemente acometidos por esse tumor são: o úmero proximal, o fêmur distal e a tíbia proximal. As áreas menos acometidas são: escápula, o pé e a mão.

CONDROBLASTOMAOs sintomas mais comuns são dor local, edema, massa ou destruição da articulação em 20 % dos casos. As crianças associam essas dores a um trauma pequeno e ao investigar com exames de imagens aparece a lesão óssea de caráter cartilaginoso. As fraturas são raras, podendo ocorrer nos tumores com tamanho aumentado. Não é muito frequente seu crescimento rápido, raramente invade outras estruturas em partes moles, pois seu comportamento é benigno. Entretanto, existem casos de condroblastomas mais agressivos, principalmente pelo seu alto potencial recidivante, ou seja, após o tratamento o tumor pode voltar.

Na radiografia simples pode surgir a suspeita através de imagem arredondada. Os exames de imagem complementares são importantes para avaliar a extensão desse tumor: Tomografia computadorizada e ressonância magnética do membro acometido. Apesar das suas características clássicas nos exames de imagem, o diagnóstico precisa ser fechado com exame histopatológico; uma biópsia sempre se faz necessária antes da indicação do tratamento.

O tratamento consiste em cirurgia. Sem tratamento cirúrgico, o tumor pode se estender para partes moles e, embora raro, pode metastatizar para órgãos distantes. A metástase, quando ocorre, envolve mais frequentemente o pulmão. O tratamento cirúrgico de escolha é curetagem com enxertia de osso na cavidade.

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